No último dia 15 de setembro, a ARCTEST, em parceria com a empresa AcousticEye.com, ministrou uma palestra sobre o ensaio não invasivo RPA (REFLECTOMETRIA DE PULSO ACÚSTICO). A técnica é utilizada em tubos trocadores de calor e caldeiras para a detecção de descontinuidades, como bloqueio por resíduos de sujeira, corrosão, erosão, pitting, entre outros. O ensaio de RPA também proporciona informações adicionais quanto à existência de perfurações e/ou perda de espessura de parede nos materiais.
Seu principal diferencial é a identificação creep, que não é possível em ensaios convencionais. O sistema integrado SW e HW é fácil de usar e requer um número menor de profissionais durante as paradas da planta, além de oferecer diferentes aplicações: manutenção de emergência, preventiva, controle de qualidade de fabricação de tubos e trocador de calor, controle de qualidade de limpeza de trocador de calor.
O RPA baseia-se na propagação de ondas acústicas unidimensionais ao longo dos tubos. Para cada tipo de descontinuidade existente na tubulação, o ensaio produz uma assinatura particular de som, identificando suas características quantitativas e qualitativas (tamanho, posição, forma, tipo de defeito).
Com capacidade para inspecionar tubulações de até quatro polegadas de diâmetro interno e 30 metros de comprimento, o RPA detecta descontinuidades mínimas em apenas 10 segundos de inspeção.
A principal vantagem de um ensaio não invasivo é a exclusão do uso de sondas, que algumas vezes podem entalar ou causar danos ao material inspecionado, além de estarem limitadas à existência de curvas, válvulas, expansão local ou aleta. Já o método RPA atende qualquer tipo de tubo, fabricado em qualquer tipo de material: metais ferromagnéticos ou não magnéticos, grafite ou plásticos.



